Isso de novo?
Se a alfândega abrir a embalagem, não acontece absolutamente nada — exceto uma destruição supervisionada pela alfândega — que nem sequer é cobrada, desde que não se possa provar que houve intenção.
Além disso, talvez 5% das encomendas sejam inspecionadas e, dessas, talvez mais 5% sejam realmente encaminhadas.
Infelizmente. Algumas mortes inexplicáveis poderiam ser evitadas com controles adequados.
Sim. Eu sei do que estou falando (afinal, sou químico e, em algumas áreas, também perito/avaliador nomeado pelo Estado). Sim, muitas vezes também não sou tão cuidadoso no manuseio. Mas, ao contrário de muitos outros laborantes amadores ávidos por experimentos, eu sei o que estou fazendo.
O conselheiro Eder, no início do século XX, dirigia-se exclusivamente a pessoas com conhecimento. Era uma situação bem diferente daquela que temos hoje: naquela época, os futuros laborantes tinham um certo conhecimento; naquela época, a fotografia era mais um esporte acadêmico nas faculdades de física, química e ciências naturais. O que certamente não se pode dizer dos novatos de hoje.
Para isso, basta observar essas constantes confusões entre Cr(IV), Cr(VI), “cromato”, “dicromato”, “dibrometo de potássio”, “ferrocianeto” ou denominações semelhantes, em alguns casos ainda completamente mal escritas (acabei de inserir dois erros... Quem os encontrar ganha um biscoito).
A ignorância transborda literalmente de cada segunda pergunta.
Primeiro, leia e compreenda um simples Mortimer (o livro deve estar disponível para empréstimo em qualquer biblioteca municipal); depois, leia e compreenda o guia do Blendl. E, se possível, passe duas semanas à tarde na farmácia vizinha aprendendo os fundamentos do trabalho laboratorial adequado.
Mas não comece a “misturar tudo” na cozinha de casa, talvez em cima da bancada. O tiro sai pela culatra e envenena os próprios filhos em primeiro lugar. Limpar só a parte de cima nem sempre ajuda.
Este conselho não é vinculativo, nem constitui consultoria, nem será cobrado. É apenas bom senso.
Se for o caso, eu faço a análise na casa onde, por alguma razão inexplicável, surgiram de repente intoxicações agudas por metais pesados. Mas isso custa algum dinheiro. Mais o promotor, mais outras complicações: bem caro. Contrate um médico ou um promotor. Não importa. Para mim, é um bom dinheiro extra. E nem me sinto mal por ganhar dinheiro às custas dos descendentes de pessoas envenenadas e falecidas e por saber que os responsáveis estão atrás das grades. Falando em alemão. Geralmente, não se herda nada depois disso. Negligência grave (que, na maioria das vezes, tenho de atestar sem querer) já basta.
Mas dá para evitar isso. Se a gente primeiro se informar e depois partir para a ação. E é exatamente para isso que serve a nossa legislação. Em português. Se necessário, os advogados, na forma de substitutos temporários, também explicam essas normas.
Atenciosamente,
Franz