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Esquece a FM3a. Resta a FM10, ou seja, a câmera de mais alta qualidade que a Nikon já mandou fabricar por terceiros. Ou — ainda melhor — “a Braun da Cosina”.
(Eu tinha acabado de esquecer...) A Nikon UK sabe, naturalmente, mais do que a revista Spiegel, e isso está escrito sobre a FM10 no comunicado de imprensa original.
Atenciosamente,
Franz
Gast
Olá!
Artigo recente do Handelsblatt de 16/01/06 para complementar...
A Nikon concentra-se nas câmeras digitais; o grupo se despede do tradicional negócio de filmes – novos concorrentes de fora do setor, como a Panasonic, ganham terreno
AXEL POSTINETT | DÜSSELDORF
A Nikon, especialista japonesa em fotografia, está se retirando do setor de fotografia analógica. A produção de câmeras com filme clássico será quase totalmente interrompida; apenas a câmera top de linha F6 e um modelo básico continuarão sendo fabricados, afirmou um porta-voz da empresa. No futuro, os recursos serão concentrados no mercado digital.
Há duas razões para essa mudança de estratégia: as vendas de câmeras analógicas vêm caindo há anos (veja o gráfico) e, agora, novos participantes de fora do setor, vindos da área de eletrônicos de entretenimento, estão avançando com força no segmento de alto preço, que até então era dominado pela Nikon e pela líder mundial Canon.
A Canon também é, de longe, a número um na Alemanha. No quarto trimestre de 2005, o grupo japonês alcançou uma participação de mercado de 32% em termos de faturamento. A Nikon ficou em segundo lugar, com 9%. Mas os concorrentes já estão bem próximos da Nikon e podem em breve tentar ultrapassá-la.
Exemplo Panasonic: quando a feira americana de fotografia PMA começar em fevereiro, em Orlando, o lançamento da primeira câmera SLR da Panasonic será um dos destaques. Há três anos uma completa desconhecida no mercado fotográfico, a Panasonic conquistou o quarto lugar nas vendas de Natal na Alemanha, com 7,7% de participação no faturamento, à frente da Casio. A Nikon e a terceira colocada, a Sony, já estão ao seu alcance.
“No final de 2006, teremos 10% de participação no mercado mundial”, afirmou Fumio Ohtsubo, chefe da divisão de áudio e vídeo da Panasonic, em setembro do ano passado na Feira Internacional de Rádio e Televisão (IFA) em Berlim. A empresa vê boas oportunidades especialmente nas chamadas câmeras com zoom alto, onde, segundo seus próprios dados, a Panasonic já é a maior fornecedora, com 36% de participação no mercado. Aparelhos com zoom alto são câmeras sem lentes intercambiáveis, mas com zoom óptico de pelo menos dez vezes. Elas são consideradas as maiores concorrentes das câmeras SLR. A Nikon está presente neste segmento apenas com um modelo, a Coolpix 8800.
A Panasonic não quer se pronunciar sobre detalhes da nova câmera SLR com lentes Leica. Os concorrentes, porém, estão convencidos de que podem competir com os produtos de ponta dos fornecedores estabelecidos. A Canon e a Nikon, juntas, ainda detêm 80% do lucrativo mercado de câmeras SLR.
Ao contrário de concorrentes como a Hasselblad ou a Kodak, a Nikon conseguiu lidar bem com a transição para a tecnologia digital. No primeiro semestre do ano fiscal de 2005/06, que se estende até o final de março, a margem operacional atingiu um novo recorde.
Para o ano inteiro, a empresa prevê um aumento de 50% no lucro operacional. Além de câmeras e lentes, a Nikon também fabrica máquinas para a produção de telas LCD – as chamadas “steppers” – e atua, ainda, na área de tecnologia médica.
A importância do segmento analógico no setor de câmeras diminuiu significativamente nos últimos anos. Em seus melhores momentos, a Nikon vendia mais de um milhão de câmeras SLR analógicas por ano – este ano, esse número provavelmente será de apenas 140 mil unidades, mas, em contrapartida, já serão oito milhões de câmeras digitais. No ano fiscal de 2004/05, as câmeras analógicas representaram apenas 3% do faturamento.
No entanto, o filme continua vivo em um nicho de mercado. O crescimento, porém, ocorre em áreas que a Nikon não abrange: as câmeras descartáveis. Segundo dados da Fuji, fabricante japonesa de filmes e câmeras, 450 milhões de câmeras descartáveis devem ser vendidas mundialmente este ano. A Fuji, que hoje fatura apenas 6% de seu faturamento com filmes, fornece atualmente cerca de 70% de todos os módulos de câmera para celulares.
MirkoBoeddecker
Sim, mas isso não surpreende ninguém, não é mesmo?
A NIKON é líder de mercado entre os fotógrafos de imprensa e se dedica exclusivamente à fabricação de câmeras de 35 mm.
É bastante claro que esse público agora só procura o formato digital.
A escolha do meio depende, afinal, do resultado final exigido ou desejado.
Hoje em dia, na maioria dos casos, os profissionais entregam um arquivo ao cliente e não um diapositivo ou negativo.
Tudo se resume, portanto, à questão de se quer-se ter uma imagem nas mãos como resultado ou se precisa-se entregar informação/conteúdo em algum lugar.
O analógico é algo para fabricantes de ponta (e há novidades nesse sentido) que constroem modelos voltados para a qualidade de imagem (palavras-chave: câmeras de medição, Fotoman 4x5, Fotoman 8x10 etc.) e menos para o dia a dia dos profissionais.
Atenciosamente,
Mirko