Infelizmente, o Foma 400 não é um filme de 400 de verdade.
Durante a exposição a 200 ASA, ele fica bem bom.
Mas eu queria saber se ele não poderia ser “forçado” para 400 ASA.
Fiz o teste com
HC-110 — que, dizem, quase não prejudica o filme não exposto com um véu de fundo. 21 min. na diluição de 1:60, agitando 3 vezes a cada 3 min.
XT-3 — porque ele é ideal para esse tipo de processo. Renovação da solução-mãe do XT-3: cerca de 12 minutos, agitando 3 vezes a cada minuto.
Aqui está o meu resultado:
funciona, mas…
HC-110
:
O filme não ficou com nenhum véu de fundo. Mas a amplitude de contraste não está ideal. A Zona II já tem cobertura excessiva, enquanto a Zona VIII tem cobertura insuficiente.
XT-3
:
O filme apresentou um véu de fundo bem visível, mas a amplitude de contraste é melhor do que no HC-110. A
Zona II está perfeita, assim como a Zona VIII.
A Zona V está mais escura do que a Zona V no HC-110.
Na minha opinião, um tempo de revelação ainda mais longo no HC-110 não trará nenhuma melhoria, pois a Zona II ficaria ainda mais escura caso a Zona VIII ganhasse mais intensidade. Revelar por menos tempo também não parece ser a solução, pois, nesse caso, a Zona II ficaria mais clara, mas a Zona VIII também.
Em motivos “normais” com muitas sombras expostas, o negativo com o XT-3 fica mais vivo, enquanto no HC-110 o contraste é mais acentuado.
Pelo que parece, o XT-3 é melhor que o HC-110.
Aparentemente, a Kodak inventou, na época, após cerca de 20 anos do HC-110, um revelador ainda melhor: o X-Tol.
E a ADOX o aprimorou ainda mais após 30 anos, resultando no atual XT-3.
Conclusão
:
é possível aumentar a sensibilidade para 400 ASA, mas não é o ideal.